Entenda

Este site tem como objetivo trazer a público a discussão sobre as mortes evitáveis por Covid-19, estudos, notícias, medidas judiciais propostas no Brasil e em outros países.

A campanha Alerta sobre a responsabilidade sobre as mortes evitáveis por Covid-19 foi lançada em maio de 2020.

Mortes evitáveis? Entenda

Em 31 de dezembro de 2019 a OMS (Organização Mundial da Saúde) emitiu o primeiro alerta para a doença que mudaria o mundo em 2020. A cada dia, novas informações evidenciavam sua gravidade e entidades científicas de todo o mundo apresentavam recomendações urgentes e necessárias para reduzir o seu avanço.

No Brasil, o 1º caso veio a público em 26 de fevereiro. Logo, tivemos uma vantagem em relação a outros países que foram tomados por fortes surtos logo no início do ano, ou seja, tempo e informação para nos preparar para a fase mais aguda de contaminação da população. No entanto, é lamentável que parte dos nossos governantes tenha agido com desprezo às recomendações de organizações de saúde e negado a gravidade do assunto.

Com isso, chegamos à 2º posição do desonroso pódio mundial de pessoas contaminadas e óbitos registrados. Muitas dessas vidas poderiam ter sido poupadas se:

  •  medidas eficazes e austeras de isolamento social tivessem sido adotadas;
  •  não prevalecesse o negacionismo em relação a gravidade da doença que está atingindo, de forma grave, milhões em todo o mundo;
  • o Governo Federal não houvesse se omitido do seu papel de coordenação das estratégias de enfrentamento, nem reiteradamente ignorado as fartas evidências científicas para o controle da pandemia;
  • políticas públicas para apoio aos mais vulneráveis tivessem sido adotadas a tempo, impedindo os efeitos deletérios da epidemia nas periferias e favelas, nos asilos de idosos carentes, nas aldeias, nas comunidades tradicionais e nos presídios;
  • tivessem sido disponibilizados a tempo recursos, leitos, respiradores, testes e medicamentos necessários para o tratamento de pacientes com Covid-19
  • profissionais de saúde não tivessem sido expostos a riscos e condições inadequadas de trabalho, sem os equipamentos de proteção individual necessário, entre outros aspectos.

Esse desrespeito intencional às evidências científicas, aliado à falta de ações, da inércia de governos e autoridades não pode ficar impune, sem que haja a responsabilização pelas mortes evitáveis que ocorreram e continuam ocorrendo.